O sol começa a se por, são 16h30min, vão chegando camaradas e amigos de algumas gerações, homens e mulheres que colocaram suas vidas a serviço da causa do socialismo, outros que ainda crianças, assistiram o eclodir de um golpe covarde e violento contra o povo brasileiro que lutava por reformas de base, em abril de 1964, e, outros jovens lutadores, estudantes e trabalhadores que gravitam no entorno e na militância da juventude comunista, com suas camisas vermelhas e imagens de Che nosso inspirador Latino Americano.
Conta a lenda que Catarina II, em 1787, resolveu realizar uma longa viagem pela Ucrânia com o objetivo de inspecionar os povoamentos supostamente levados a cabo por seu amante, o príncipe Potemkin, embora, daí o motivo da expressão inicial, ainda que invertida, deste parágrafo, "não conta a lenda", quisesse mesmo é inspecionar o próprio Potemkin, certamente o único motivo que a levaria realizar uma viagem tão longa e demorada: o distante corpo do amante e não o corpo inóspito de longínquas terras.
Como seus projetos mirabolantes de colonização estavam ainda numa situação deplorável, o engenhoso príncipe, querendo impressionar Catarina II, mandou construir cenários de povoados, conhecidos como "aldeias de Potemkin". Considerando que Catarina II não fosse tão idiota a ponto de acreditar em tais subterfúgios (teatros de povoados ao invés de povoados de verdade), o que ocorreu de fato foi a simples constatação de que Catarina II preferiu fazer vistas grossas, fingindo que acreditava, agradando assim seu dileto amante, do que denunciar e punir implacavelmente a farsa.







