"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

11 DE JULHO DE 2013: Um marco da retomada das manifestações populares contra a ordem e o sistema

(Nota Política do PCB)


Nada como o acirramento da luta de classes para desnudar as diferenças inconciliáveis entre reformistas e revolucionários. Neste 11 de julho de 2013, as chamadas “esquerdas” brasileiras se comportarão de forma totalmente distinta, deixando clara a dificuldade de unidade entre elas, salvo em algumas questões pontuais.

Em 26 de junho, as centrais sindicais pelegas e as forças políticas e sociais caudatárias do governo convocaram um Dia Nacional de Lutas “em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”. Como essas centrais não são de luta, mas de conciliação, tratava-se de defender o governo contra “o golpe da direita” e de tentar assumir o comando das manifestações de rua, com vistas a enquadrá-las na ordem.

Na semana passada, o governo orientou essas forças a incluírem e privilegiarem na pauta do 11 de julho uma bandeira que não constava da convocação original: a chamada “reforma política”, na realidade uma mera reforma eleitoral para iludir o povo com a idéia de que é possível “democratizar” a democracia burguesa.

A volta dos que não foram

Por Francisco Mara Machado Tavares



Ouve-se no Brasil destes dias de junho e julho de 2013 um grave e recorrente aviso.

Trata-se do alarme, em geral proveniente dos palácios governistas, sobre os riscos atinentes à iminente “volta da direita” ao poder na chefia do Executivo da União.

Seja por golpe de Estado, na versão dos mais aflitos, seja por meio do sufrágio, segundo outros igualmente ressabiados, acautela-se a nação com a possibilidade, intensificada pelos protestos de rua, de um regresso dos setores sombrios, reacionários, perigosamente nefastos à República e à participação social em nossa crescentemente inclusiva sociedade.

Tenho lido muitos romances da cultura cyberpunk.

Dei-me a assistir, com estranha frequência, à filmografia das distopias de um mundo low-life-high-tech, como The Dune, Matrix ou Blade Runner. E, patologicamente imerso nessa estética, tenho até mesmo dedicado algumas horas mensais a jogar um videogame chamado Deus Ex: Human Evolution, cuja narrativa se dá em um caótico ano de 2027, quando as corporações controlam a política e a biotecnologia promete, a um só tempo, potência e disciplina, saber e dominação, de um modo que bem ilustra o ponto acadêmico dos estudiosos do biopoder, ou mesmo dos críticos da razão instrumental.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Procurador pede prisão de Geraldo Alckmin e Naji Nahas por crimes no Pinheirinho

O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe afirma que o governador Geraldo Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e Naji Nahas devem ser presos pelos crimes cometidos contra a humanidade no Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.


Durante quinze dias, o jurista Márcio Sotero se debruçou na documentação da área do Pinheirinho, onde foram expulsas pela tropa de choque da Polícia Militar, no dia 22 de janeiro, milhares de pessoas pobres.

A reintegração de posse foi requerida pela massa falida da Selecta, empresa do especulador Naji Nahas. Ao pesquisar toda a papelada do processo de falência o procurado do Estado fez algumas descobertas até agora não divulgadas por autoridades que tinham este conhecimento.

Márcio Sotero Felipe também é professor de Filosofia do Direito da Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo e exerceu o cargo de Procurador Geral do Estado na gestão Mário Covas.


Abaixo, a íntegra da entrevista de Márcio Sotero Felipe à repórter Marilu Cabañas.

Somos todos vigiados

Carta Maior - 05/07/2013

Ignacio Ramonet

Nós já temíamos (Nota 1). Tanto a literatura (1984, de George Orwell), como o cinema (Minority Report, de Steven Spielberg) haviam avisado: com o progresso da tecnologia da comunicação, todos acabaríamos por ser vigiados. Presumimos que essa violação de nossa privacidade seria exercida por um Estado neototalitário. Aí nos equivocamos. Porque as revelações inéditas do ex-agente Edward Snowden sobre a vigilância orwelliana acusam diretamente os Estados Unidos, país considerado como “pátria da liberdade”. Aparentemente, desde a promulgação, em 2001, d0 Patriot Act (Nota 2), isso ficou no passado. O próprio presidente Barack Obama acaba de admitir: “Não se pode ter 100% de segurança e 100% de privacidade”. Bem-vindos, portanto, à era do “Grande Irmão”…

O que revelou Snowden? Este antigo assistente técnico da CIA, de 29 anos, que trabalhava para uma empresa privada – a Booz Allen Hamilton (Nota 3) – subcontratada pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sua sigla em inglês), revelou aos jornais The Guardian e Washington Post a existência de programas secretos que tornam o governo dos Estados Unidos capaz de vigiar a comunicação de milhões de cidadãos.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Favela...

Favela, nome usado popularmente para denominar uma planta natural do nordeste, que nasce nos pés dos morros, e que após o episódio histórico da Guerra de Canudos foi utilizada para “apelidar” o conjunto de moradias prometidas pelo governo aos Soldados enviados para combater os rebeldes baianos, liderados por Antonio Conselheiro em 1896/97- e que nunca foi entregue, fato que motivou a ocupação do espaço pelas famílias dos soldados; surgia ai um dos primeiros morros do 25 de Janeiro, o Morro da Providência.

Como podemos ver o termo está ligado, historicamente, ao processo de luta e de resistência presente na história da maioria das favelas do nosso país e marca registrada de seu povo.

Não demorou muito para que esse tipo de ocupação se espalhasse para o resto do Brasil, visto que o problema de moradia não era um problema particular daquela região. Hoje as favelas se multiplicaram de forma desordenada, fruto da ausência do estado, que ao negar moradia digna às populações mais pobres, não se responsabilizou pelas ocupações que surgiram ao longo dos anos, nomeando-as de: “áreas socialmente degradadas”; formadas por moradias precárias, sem infra-estrutura e saneamento básico; caracterizadas como “invasão” construindo uma imagem marginalizada dessas ocupações, ou seja, das favelas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A escola-berço do nazismo no filme "A fita branca"

Alemanha - PGL - [José Paz Rodrigues] A crise social e económica que está a sofrer especialmente o denominado mundo ocidental, pode levar-nos infelizmente a uma perigosa encruzilhada. Como já aconteceu noutras épocas, aflorando todo o tipo de extremismos e fundamentalismos, muitos deles violentos.


Existe um importante caldo de cultivo para a aparição de grupos políticos de extrema-direita, seguindo os infames modelos do nazismo e o fascismo. Por isto é importante que os estudantes de todos os níveis do ensino, de forma adequada, sejam informados dos perigos a que nos podem levar de novo estes movimentos atentatórios contra as liberdades, a vida e o espírito democrático que deve sempre reinar. Informando também sobre que não existe a geração espontânea, e que o que acontece é produto das situações em que os cidadãos se encontram nesta altura com uma elevada taxa de desemprego, uma corrupção imensa e o aumento das desigualdades sociais. A propósito deste importante tema escolhi para o meu artigo da série um filme bastante recente, que ilustra como nasceu o nazismo na Alemanha no seu momento. Produto de um determinado modelo educativo autoritário, que no nosso país agora amostra muito bem o projeto da lei educativa que o atual governo quer implantar quase de imediato, se não formos capazes de o impedir. Desconhecemos quais são as mentes pensantes de tal engendro, por isso só conhecemos o projeto como “Lei Wert”. A de um inefável ministro que deixa ficar bem todos os ministros anteriores, incluídos os dos quarenta anos franquistas, e mesmo o próprio Rajói, que por um tempo também foi ministro da educação.
Crédito: Diário da Liberdade

quarta-feira, 19 de junho de 2013

VOCÊ PRECISA ESCUTAR A REBELDIA!

Por Alcides Campelo

Falam em defesa da “ordem”, mas nenhuma “ordem” pode ser imposta quando um povo não quer mais essa “ordem”. A luta é sempre justa e necessária quando tudo tá errado para a maioria e "certo" para os interesses de uma minoria.

Palácio do Planalto tomado pelo povo. Dia 17.06.13 Crédito: BOL


Escrevo esse texto na noite do dia 17 de junho de 2013, após chegar a minha casa num dia extenuante de trabalho e ver o que aconteceu em Brasília (inúmeros manifestantes ocuparam o Congresso), o movimento em São Paulo só faz crescer, mais de 100 mil no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, dentre tantas outras cidades que se manifestaram hoje. Após coletar inúmeras reportagens e esperar o momento oportuno para escrever esse texto, a bela cena histórica de hoje em Brasília me jogou a escrever essa humilde contribuição para com os fatos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

OCUPEMOS AS RUAS! TODO APOIO AOS PROTESTOS POPULARES CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS!

Nas últimas semanas, o povo trabalhador brasileiro, em especial a juventude, vem protagonizando uma série de atos contra o aumento das passagens de ônibus. O que seria uma série de manifestações locais transformou-se em uma onda de protestos populares no Brasil. A União da Juventude Comunista além de apoiar, vem participando de todos os protestos, ombro a ombro com a juventude, as classes populares e as suas diversas formas de organização.

A resposta dos governos e dos monopólios midiáticos é a sistemática tentativa de criminalizar os movimentos, a fim de legitimar a repressão aos protestos populares. Tal repressão foi tão descabida que até repórteres foram arbitrariamente atacados durante os atos. Em um período de organização de grandes eventos internacionais no Brasil, este tipo de ação policial, tão comum no cotidiano dos bairros populares, é apenas uma amostra do trato político que as reivindicações dos trabalhadores terão se não estiverem de acordo com o interesse dos monopólios e da acumulação capitalista.

Ode à baderna

Nada mais assustador para um conservador do que a baderna

Um dos discursos mais comuns à direita brasileira é esse: peçam o que quiserem, digam o que quiserem, mas não façam baderna. E, sobretudo, não atrapalhem o trânsito. Não por outra razão, qualquer cobertura da mídia nacional sobre passeatas, manifestações e grandes movimentações de massa acabam, sempre, em manchetes de trânsito. Os camponeses foram a Brasília pedir reforma agrária? Atrapalharam o trânsito. As mulheres da Marcha das Margaridas invadiram as Esplanada dos Ministérios para pedir saúde e educação no campo? Provocaram engarrafamentos. A moçada parou São Paulo para reclamar do aumento da tarifa do transporte público? O promotor mentecapto, parado no trânsito, pede a PM para espancar e matar os manifestantes. Afinal, o filhinho dele está na escola. Mas como chegar para pegá-lo a tempo, se os bárbaros impedem o trânsito?

NÃO BASTA SE INDIGNAR: É PRECISO MUDAR O SISTEMA!

O PCB (Partido Comunista Brasileiro) saúda e se engaja de forma militante no vigoroso movimento surgido a partir de uma manifestação em São Paulo contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos.

A estúpida violência policial aos manifestantes repete-se no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e em cada vez mais cidades brasileiras, independente do partido político do Governador ou do Prefeito. Na defesa da institucionalidade burguesa, não há repressão mais ou menos “democrática”.

Reparem que esta violência é exatamente a mesma em todos os países capitalistas onde os povos se levantam contra os cortes de direito e a fascistização do estado, necessária para garanti-los. Os mesmos uniformes de gladiadores, as mesmas armas cinicamente chamadas de “não letais”: balas de borracha, gás de pimenta e lacrimogêneo.