"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)

sábado, 17 de agosto de 2013

Luta ou fuga?

Por Mauro Iasi


Aos companheiros das jornadas de junho

O cérebro humano primitivo
espreita, escuta, pressente:
o ruído, o silêncio, o perigo.
Tensão, pupilas, pulmão.

Atenção…

Adrenalina, músculos, ação… ou não:
mordida, ferida, contusão.
Lutar ou fugir?

Eis a questão!

Hamlet com uma caveira na mão
sobre a cova de um causídico
indaga ser justa ou delírio,
a raiva que move sua mão.

Fugir ou lutar?
Ousar ou fingir.
Outra face… perdoar?
Sonhar, voltar a dormir?

Viver, acordar!

Para a rua… protestar!
Fogueiras, vinagre, bandeiras,
negras ou vermelhas,
Nenhum passo atrás!

Lutar!

***

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Brasil e Argentina apoiaram a Bolívia para matar Che Guevara

América Latina - Prensa Latina - Documentos desclassificados do período da ditadura militar no Brasil (1964-1985) revelam que os regimes deste país e o argentino colaboraram com a Bolívia para combater a guerrilha e assassinar Ernesto "Che" Guevara.




O governo militar da Argentina de Juan Carlos Onganía (1966-1970) entregou bombas de napalm e outras armas ao governo militar boliviano, enquanto os brasileiros treinaram quatro pilotos bolivianos no Rio Grande do Sul em operações específicas para combater a guerrilha, segundo o Portal Vermelho, na internet.

Os depoimentos recopilados de agosto de 1967 assinalam que o regime brasileiro monitorava os movimentos das forças insurgentes, lideradas por Guevara, por temor de que a atividade se estendesse a este território, indica a fonte.

Segundo atas do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), o treinamento de pilotos militares da Bolívia não era oficial, mas uma ação estratégica informal.

A cura

Por Mauro Iasi 


Ó Crentes! não gabeis a vossa crença 
Como única; também cremos, como vós; 
Quem investiga não deixa que a herança 
Lhes roubem, que é de todos – e de nós”
J. W. Goethe

A pesquisadora de neurociências da Universidade de Oxford, Kathleen Taylor, sugeriu em palestra recente que o fundamentalismo religioso pode ser tratado como doença mental. Como não conheço esta senhora e seus estudos, devemos (de forma prudente) supor que se trata de um infeliz comentário isolado. No entanto, como comentário é representativo da visão de mundo da autora.

Manifestantes da Marcha das Vadias realizam beijo gay no meio de peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em 27 de julho de 2013 (Fotografia: Mídia NINJA)
A dita cientista afirmou que certas pessoas poderiam ser beneficiadas clinicamente de tratamento por serem portadores de uma crença que as leva a comportamentos radicais, e completa dizendo que, desta forma, “torna-se radical a uma ideologia de culto – nós podemos parar de ver isso como uma escolha pessoal resultado de puro livre-arbítrio e começar a tratá-lo como algum tipo de distúrbio mental”. Sua motivação seria, ainda segundo seu juízo, os evidentes danos que tais crenças trazem à “nossa sociedade”, pensando, por exemplo, como candidato “mais óbvio” o “fundamentalismo islâmico” (mas não apenas, a pesquisadora inclui práticas com potencial de cura o hábito de bater em crianças como algo natural).

Gigantes das telecomunicações estão envolvidas em espionagem

Por Marcelo Justo


Novos documentos vazados revelados por Edward Snowden mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o GCHQ, ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes.





Londres - Os véus que cobrem a espionagem britânica continuam caindo. Nos novos documentos vazados por essa inesgotável caixa de surpresas que é o ex-espião estadunidense Edward Snowden, mostram que duas gigantes multinacionais britânicas da telecomunicação, uma estadunidense e quatro operadores de menor envergadura, são os “sócios da interceptação” da espionagem eletrônica britânica, o Government Communication Headquarters (GCHQ), ao qual entregam o acesso às chamadas telefônicas, aos e-mails e redes sociais como o Facebook de seus clientes.

A intimidade deste vínculo é tal que as multinacionais tem virtuais nomes de guerra em seus contatos com o GCHQ, justificados em outro dos documentos porque o vazamento de seus nomes provocaria “uma tormenta política”. Neste mundo de miragens, as britânicas British Telecom e Vodafone Cable são “Remedy” e “Gerontic” respectivamente, a estadunidense Verizon Business é “Dracon”, Global Crossing “Pinnage”, Level 3 “Little”, Viatel “Vitreous” e Interoute “Streetcar”.

sábado, 10 de agosto de 2013

O Canto da Sereia

Por  Antônio Henrique*

Estamos acompanhando pela televisão uma série de propagandas faraônicas das ações do governador Eduardo Campos, para o campo da educação. Chega até lembrar filmes de ficção científica, tamanho seus efeitos visuais. Depois do que eu vi na TV, ficou muito claro para onde estão indo os investimentos que deveriam ser destinados à educação. Em Pernambuco, o Gov. Eduardo Campos nega-se a pagar o valor irrisório que é o piso da categoria. Vem levando em banho-maria a comissão de negociação (composta pelo sindicato que na sua grande maioria é governista), quando na verdade deveria respeitar a lei e reajustar os salários desde janeiro de 2013. Porém, o governador Eduardo Campos, retirou a gratificação do Magistério, o quinquênio, destruiu o Plano de cargos e carreiras o PCC da categoria e ainda deve os dias parados da greve de 2009. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cartunista Carlos Latuff contesta ameaças de morte

Depoimento de Carlos Latuff postado em seu perfil em rede social.


"Era de se esperar que houvesse reação violenta diante da minha provocação de que o garoto que matou o pai, um policial da ROTA, merecia atendimento psicológico e uma medalha. No estado policial em que vivemos no Brasil, as organizações da repressão são alçadas a condição sacrossanta. Quem ousar denunciar seus abusos corre sério risco de vida. Isso não é novidade pra mim, desde 1999, quando fiz meu primeiro protesto contra a violência policial, realizando uma exposição virtual de charges intitulada "A Polícia Mata". Ao longo dos meus 23 anos de profissão como cartunista já fui detido três vezes por desenhar contra a truculência da polícia brasileira, e já recebi inúmeras ameaças, seja de judeus sionistas por conta de minhas charges em favor dos palestinos, seja de extremistas muçulmanos pelas minhas charges sobre a questão egípcia e síria. Portanto, ameaças fazem parte do meu trabalho.

Dessa vez, com as redes sociais, estas ameaças são potencializadas, graças a comunidades relacionadas a organizações policiais, que reúnem não só membros ativos das forças de repressão, como também simpatizantes com perfil fascista, anti-comunista, anti-petista, machista e homofóbico. É sabido que dois desses perfis,Fardados e Armados e Rondas ostensivas tobias de aguiar "Rota"estão incitando seus membros a tomarem ações violentas contra mim. E é bem possível que isso aconteça, afinal de contas, a polícia mata! Não seria eu o primeiro, e muito menos o último. Essa é a característica de nossas polícias, de nosso estado. E se acontecer, que sejam responsabilizados os administradores destas comunidades e o estado brasileiro.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A institucionalização e a hegemonia reformista no Foro de São Paulo

O Foro de São Paulo, do qual o PCB é membro fundador, a cada ano aprofunda seu processo de institucionalização e de perda de identidade.

A posse de Lula em 2002, foi o momento de inflexão. Já descaracterizado e degenerado ideologicamente, o PT hegemoniza de forma incontestável o Foro de São Paulo e o coloca a serviço do projeto de desenvolvimento do capitalismo brasileiro, com o objetivo estratégico de uma integração latino-americana sob hegemonia brasileira, para fazer do país uma potência mundial.

O Foro de São Paulo transformou-se em correia de transmissão do capitalismo brasileiro que, valendo-se da morte de Chávez, aparelha e expande o MERCOSUL (uma integração de mercados), para ocupar mais espaços e engolir e enterrar a ALBA, a integração soberana, solidária e complementar de Nossa América.

Samsung e o império do medo

por Martine Bulard

Seu tablet Galaxy a impulsionou ao topo do mercado, a ponto de ultrapassar a Apple. A Samsung e sua concorrente travam uma guerra sem piedade diante dos tribunais. Mas, para além da eletrônica, o grupo sul-coreano constitui um conglomerado tão potente que influencia a política, a justiça e a imprensa de seu país.


Impossível não percebê-la, mesmo no meio dessa floresta de prédios de vidro nos formatos mais mirabolantes – aqui, a originalidade é uma marca de distinção. A torre Samsung reina em pleno coração de Gangnam, um dos distritos mais chamativos de Seul, com suas avenidas gigantescas, seus carros de luxo e seus jovens descolados, que ficaram mundialmente conhecidos graças ao cantor Psy, no seu clipe Gangnam style. A Samsung Electronics apresenta ali, em três andares, suas invenções mais espetaculares: telas gigantes nas quais nos transformamos em jogadores de golfe ou campeões de beisebol; televisores 3-D; geladeiras com laterais e portas transparentes e dotadas de um sistema que pode propor receitas com base em seu conteúdo; espelhos com captadores que indicam nosso ritmo cardíaco, nossa temperatura... Sem esquecer, num lugar de destaque, a última joia do grupo: o smartphone Galaxy 4, lançado no mundo inteiro.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

União da Juventude Comunista do México saúda UJC Brasil pelos 86 anos!

"Camaradas de la União da Juventude Comunista,

Desde el norte de América Latina la Juventud Comunista de México les manda un gran saludo y una fraterna felicitación por los 86 años de vida, de lucha por el Comunismo, contra la dictadura y contra el fascismo.

Sabemos que estos 86 años no han sido fáciles, que durante este largo camino sus militantes han sido asesinados y desaparecidos por las fuerzas reaccionarias tuteladas desde Washington. Que han sufrido la represión de los distintos gobiernos derechistas a lo largo de su historia."


Leia documento na íntegra




Reforçar o internacionalismo, combater o reformismo e criar uma alternativa revolucionária na América Latina

(Pronunciamento do PCB – Partido Comunista Brasileiro, no Encontro do Foro de São Paulo, 30/07 a 04/08/2013)

O futuro da América Latina está sendo jogado na Colômbia e na Venezuela

A ofensiva imperialista na América Latina recrudesceu na presente década, diante do avanço do processo heterogêneo de mudanças que experimenta nossa região. Depois da reativação da IV Frota e da instalação de mais bases militares na Colômbia, o imperialismo, em conluio com as oligarquias locais, já derrubou governos progressistas em Honduras e no Paraguai, através de “golpes institucionais”.

A constituição da Aliança do Pacífico é parte dessa ofensiva, destinada a fragilizar as alianças regionais progressistas, como a ALBA, a CELAC, a UNASUL. A mafiosa Sociedade Interamericana de Imprensa impulsiona campanha contra a democratização e o controle social da mídia. Denúncias recentes mostram que a espionagem estadunidense em nossos países é mais profunda e descarada do que imaginávamos. A empáfia colonial chega ao ponto de desrespeitar a soberania boliviana e atentar contra a vida de Evo Morales, emblemático exemplo da resistência dos povos originários.


Além da necessidade de reforçar nossa solidariedade à Revolução Cubana, aos processos na Bolívia e no Equador e à resistência dos povos, a ação dos internacionalistas latino-americanos deve estar concentrada hoje na luta de classes que se desenvolve na Colômbia e na Venezuela.