"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Poema: Sangue, suor e rebeldia!

Sangue, suor e rebeldia
(em homenagem aos que lutaram contra o leilão do pré-sal e resistiram bravamente à repressão no dia 21.10.13, na cidade do Rio de Janeiro-RJ)

Soldados
Fardados
Entrincheirados
Armados
Orientados
A conter a população.

Governantes
Arrogantes
Discrepantes
E dissonantes
Seguem errantes
Impulsores da repressão.

Há quem lute
E refute
Questione a situação.

Há indignados
Preparados
Para a reversão.

Reverter o errado
Com punhos cerrados
E disposição.

Os governantes autorizam
E ficam
No escritório a sorrir.

Os soldados disparam
Marcham
Sedentos a reprimir.

Os militantes lutam
Preparam
Para resistir.

Não adianta dizer que tudo isso é benéfico para o país,
É vergonhoso vê-los defender toda essa privatização,
Mesmo que digam que o sistema de partilha é melhor que concessão.

Não adianta tentar nos enganar,
Muito menos reprimir.
Estaremos sempre a lutar,
Convictos a resistir!

Não adianta colocar as forças armadas para intimidar,
Pois somos feitos de sangue, suor e rebeldia,
Dispostos a lutar por um novo dia!

*Poema de Alcides Junior (militante da UJC), escrito nos dias 21 e 25 de outubro de 2013.
Carlos Latuff.
      
PCB
UOL
PCB

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Manifesto de Outubro – Festival de Cultura da UJC

Marcados pelas amarras do capital e por sua ditadura cultural, o trabalhador e a trabalhadora sofrem com a massificação de conteúdos alienantes. Contra isso e inspirados pelos batuques do coco, pelo gingado do cavalo marinho, pela energia do samba de roda, estivemos reunidos entre os dias 11 e 13 de outubro, na cidade de Paulista, em Pernambuco, no 1º Festival de Cultura da UJC- Região Nordeste.



Implicados nesta luta, sintetizamos e compartilhamos diferentes formas de intervenção de nossa militância no campo da cultura, assim como distintas análises sobre as mediações necessárias para o diálogo e ações nesta área.

O capital transforma a cultura em mercadoria como mais uma forma de obtenção de lucro, massificando-a como uma cultura alienante e homogeneizadora. Ao mesmo tempo, marginaliza expressões artísticas e culturais que apresentam elementos de resistência a ordem estabelecida. Sendo assim, a tarefa dos comunistas é lutar pela democratização da produção cultural e pelo acesso aos bens culturais, que hoje estão sob influência e controle das classes dominantes.

Acreditamos que é necessário analisar a cultura a partir de uma concepção de totalidade, entendendo-a como parte dos mecânicos ideológicos de dominação necessários para manter um determinado modo de produção – neste caso, o capitalismo.

Avançamos também no conhecimento e compreensão de nossa história e da contribuição de nossos camaradas na quebra de paradigmas no âmbito da cultura e sua mercantilização.

Neste sentido, temos a certeza da necessidade de intensificar nossa atuação no movimento cultural, levando-se em consideração as especificidades e a formação sócio- cultural de cada região, entendendo assim a abrangência e a importância da cultura para a construção de uma contra hegemonia e a criação do poder popular.

Para isso, precisamos intervir de maneira organizada, construindo núcleos de cultura nos estados onde estes não estão consolidados e dando continuidade ao trabalho já iniciado por algumas bases. Os núcleos de cultura da UJC devem ser mais um instrumento na luta pela Revolução e emancipação da classe trabalhadora.

Enquanto a cultura for instrumento de alienação e produção de lucro, a UJC não descansará e estará na luta por uma sociedade livre da exploração de classes. Lutamos pelo socialismo, rumo ao comunismo.

“Façamos nós por nossas mãos tudo que a nós nos diz respeito.”

União da juventude Comunista

Ousar lutar, ousar vencer.

13 de Outubro de 2013

Paulista – PE


Fonte: UJC - Brasil

UJC - PE Realiza Seminário de Formação Pré GTNUP

Nos dias 15 e 16 de outubro aconteceu no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (UFPE) o seminário de formação política da UJC como preparação para a IV reunião do Grupo de Trabalho Nacional sobre Universidade Popular (GTNUP), que acontecerá neste final de semana na Paraíba. O seminário envolveu quatro eixos de debate: história do movimento estudantil, movimento estudantil e lutas populares, análise de conjuntura e Universidade Popular, e contou com a participação, além claro da própria juventude do PCB, de amigos da UJC (inclusive um dos espaços foi facilitado pelo camarada Maicon, do Coletivo Aurora).




A criação do GTNUP foi uma deliberação do I Seminário Nacional de Universidade Popular (SENUP), ocorrido em 2011 na cidade de Porto Alegre, com o intuito de dar mais organicidade e massificação nacional no debate de Universidade Popular. Vários coletivos políticos participam da construção desse grupo, inclusive executivas de curso, o que mostra que o debate está sendo feito de forma positiva, horizontal, rica e através do consenso por essas organizações que não se satisfazem mais com uma postura reativa dentro do debate da Universidade. Os temas de discussão desse GTNUP serão norteados pela extensão popular e democracia universitária. Para saber mais sobre o GTNUP, acesse http://gtnup.wordpress.com.

     












quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O povo, As artes e o Partido Comunista

Foi aproximadamente nos anos 30, que o Partido Comunista iniciou sua aproximação com o campo das artes plásticas. Com isso, vários intelectuais vem compor, de maneira significativa, as fileiras do Partidão. Neste momento, o Brasil vem passando por mudanças importantes nas artes plásticas, o movimento volta-se para uma temática social, rompendo com os valores academicistas da época. 


Morro da Favela - Tarsila do Amaral
Esse movimento artístico e com forte temática social é determinado não só pela conjuntura nacional, mas também com uma forte influência externa. Isso ficará evidente no trabalho de Tarsila do Amaral, ao retornar de uma exposição na URSS em 1931. Ela vai expor no Rio de Janeiro, trabalhos como "Operário" e "Segunda classe". Neste mesmo ano é criado o Clube dos Artistas Modernos (CAM), tendo à frente Flávio de Carvalho. 

É neste período que é criada a obra de Portinari, Retirantes. Foi seu primeiro trabalho seguindo este contexto social. Já no ano de 1933, teremos a filiação de Di Cavalcanti ao Partido Comunista, outro grande nome das artes plásticas brasileira e importante artista do realismo social brasileiro.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AVANTE, TEMOS MUITO AINDA POR FAZER!

(Declaração política da UJC-PE)

A União da Juventude Comunista – Pernambuco realizou seu planejamento semestral, entre os dias 14 e 15 de setembro do corrente ano, no município de Itamaracá, Região Metropolitana de Recife. 

A construção da proposta apresentada no planejamento foi fruto de momentos prévios de proposição das ações, responsáveis, prazos e quem ou qual instância supervisionar e monitorar a ação/responsável. Esses momentos prévios se deram nas reuniões da direção estadual, em sua maioria abertas ao conjunto da militância.

Diferente de planejamentos anteriores esse teve características diferentes que foram fundamentais para o melhor aproveitamento das discussões e encaminhamentos. 


Em primeiro lugar: o local e tempo da atividade. Em vez de construir uma atividade em Recife ou Paulista, municípios em que dispomos de maior número de militantes e sedes regionais do PCB, a direção estadual optou em realizar o planejamento num local que permitisse o alojamento, visando, assim, a total disponibilidade e envolvimento da militância com a atividade, dessa forma montou-se uma estrutura e programação adequada para o planejamento e confraternização entre os militantes. Em segundo lugar, a definição por reuniões com caráter de pré-planejamento que, ao término, definiu uma proposta geral a ser discutido nos dias do planejamento, o que agilizou os debates e a formulação conjunta das atividades para o próximo semestre.


O planejamento é uma ferramenta necessária para iluminar as ações da militância, quando deixamos claro quais ações iremos desempenhar e em que prazos, permite, ainda, maior coordenação sobre nossas atividades e evita cair no mal de muitas organizações políticas: o espontaneísmo. Temos a total clareza que a conjuntura é extremamente dinâmica e muitas vezes teremos que reconstruir prioridades, mas sem ter em vista um planejamento estratégico estaremos sempre à deriva do acaso e da espontaneidade.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sementes da Esperança


Plantei a semente da dignidade
Plantei a verdade, plantei a esperança
Plantei a justiça para eternidade
Plantei o desejo da eterna lembrança

Plantei a certeza de um sono tranqüilo
Plantei um sentido para o alvorecer
Plantei a presteza, solidariedade 
A paz, a amizade para um sonho nascer

Plantei a semente do companheirismo
Cultivei as flores do amor, do saber
Plantei as sementes do socialismo
Plantei outro mundo para eu e você.

Autoria: Benoni Novelho, militante do PCB
(Coletânia do Fanzine - A Primavera)

Comunistas da Venezuela chamam povo trabalhador para lutar por uma política econômica revolucionária

Venezuela - PCB - Dólar zero para a burguesia especuladora, desenvolver o monopólio estatal para todas as importações.


Uma profunda Reforma Tributária eliminando o IVA e elevando os impostos sobre os lucros e as transações financeiras; impulsionar um plano nacional de industrialização do país – são algumas das propostas que o Partido Comunista da Venezuela (PCV) está sugerindo, chamando todos os trabalhadores e o povo venezuelano a lutar para que o governo nacional desenvolva profundas mudanças na sua atual política econômica, que mantém intacto o sistema capitalista e não permite avançar na perspectiva socialista.


Assim declarou Pedro Eusse, porta-voz da roda de imprensa realizada no dia de hoje pelo Birô Político do PCV, a propósito do estudo que vem sendo desenvolvido para elaborar uma proposta global que supere a atual crise econômica, o Estado rentista capitalista e a aplicação de uma política progressista e revolucionária na economia nacional. Frente a isso, o dirigente assinalou que é necessário atender e dar respostas a problemas estruturais da economia nacional.

Entreguismo de fazer inveja à FHC

Leilão das reservas do pré-sal, maior crime de lesa-pátria desde 1500

O governo decidiu antecipar, para outro próximo, o leilão das reservas de petróleo da camada pré-sal do campo de Libra, na Bacia de Santos, que representa a maior descoberta de petróleo já feita no país. Se realizado, o leilão vai entregar aos interesses das empresas multinacionais um volume de reservas estimadas, oficialmente, entre 8 e 12 bilhões de barris.



As empresas estrangeiras, pelo contrato em regime de partilha, poderão ficar com até 70% desse volume. A empresa Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), empresa estatal prevista pelo novo marco regulatório do setor, terá a atribuição de vender a parcela do petróleo que cabe ao governo nos contratos de partilha, e a lei permite que a Agência Nacional do Petróleo – ANP faça um contrato diretamente com a PPSA, sem licitação.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Sabe qual é a origem da opressão da mulher?

FSD - [Por Denise Laizo] Você sabe qual é a origem da opressão da mulher? Você acha que a opressão sempre existiu? Você acha que a mulher oprimida é algo natural das relações humanas? Dica de leitura: “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”  



Friedrich Engels, teórico revolucionário alemão, parceiro de Marx, afirma que a opressão da mulher tem uma origem, ou seja, não foi sempre assim. Engels, ao tratar sobre a passagem da organização coletiva da produção e de seu consumo para a organização privada (processo de formação das civilizações), ele diz:

“Convertidas todas as riquezas em propriedade particular das famílias, e aumentada depois rapidamente, assestaram um rude golpe na sociedade alicerçada no matrimônio sindiásmico e na gens baseadas no matriarcado… De acordo com a divisão do trabalho de então, cabia ao homem procurar a alimentação e os instrumentos de trabalho necessários para isso; consequentemente era proprietário dos referidos instrumentos… Assim, segundo os costumes daquela sociedade, o homem era igualmente proprietário do novo manancial de alimentação, o gado, e, mais adiante, do novo instrumento de trabalho, o escravo. Mas, consoante o uso daquela mesma sociedade, seus filhos não podiam herdar dele…”

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Chile e a experiência do Poder Popular

Por Mauro Iasi.


“Porque esta vez no si trata
De cambiar un presidente
Será el pueblo que construya
Un Chile bien diferente”


Falando-nos sobre as características da revolução proletária, Marx disse certa vez que nossas revoluções “encontram-se em constante autocrítica, (…) retornam ao que aparentemente conseguiram realizar, para recomeçar tudo de novo, (…) parecem jogar seu adversário por terra somente para que ele sugue dela novas forças e se reerga diante delas em proporções ainda mais gigantescas” (O 18 de brumário de Luís Bonaparte, p.30). De fato não se aprende com o passado a não ser o que deveríamos ter feito no passado. O que importa no estudo de nossa experiência de classe pregressa é descobrir os caminhos por onde passou o futuro em construção, os impasses e erros que nos distanciaram de nossa meta, para, assim, olhar para frente com mais segurança. Nossa revolução não tira sua poesia do passado, mas do futuro, como também disse o velho mestre, pois se antes a frase vazia das revoluções burguesas iam além do conteúdo, agora é o conteúdo proletário que não cabe na fraseologia vazia do ideário burguês.

O que a revolução chilena nos ensina neste olhar para o futuro?

Ao lado de características comuns a todos os povos da América Latina – tais como a dependência em relação aos interesses externos, a economia agro-exportadora, o domínio das oligarquias reacionárias, a concentração de terras – existiam no Chile alguns fatores que davam certa singularidade a sua formação social. Entre eles, uma história política que acabou por constituir uma estabilidade ordenada constitucionalmente e a presença de forças armadas inspiradas por anseios nacionais e progressistas, chegando mesmo a apoiar uma República Socialista que se manteve no poder por 12 dias em 1932.