"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Defender os médicos cubanos; denunciar as políticas de saúde no Brasil! (uma contribuição ao debate)


Por Otávio Dutra*

Nós mal havíamos começado a pensar na Revolução e ainda no Moncada já estávamos falando dos serviços de saúde, e quando estávamos na Serra Maestra já prestávamos serviços de saúde a toda população com que tínhamos contato, desde os médicos, dentistas e enfermeiros que se incorporavam ao movimento. Isso deve ser uma convicção, um dever elementar dos revolucionários. Mas não somente do ponto de vista moral, também na prática política. Devemos dedicar mais atenção, mais recursos materiais e humanos aos serviços de saúde.”
Discurso pronunciado por Fidel Castro
no encerramento do VI Seminário internacional de Atenção Primária em Saúde,
em 28 de Novembro de 1997.

Eis que surge uma noticia bombástica anunciada pelo governo brasileiro: nos próximos meses está para chegar ao Brasil o primeiro contingente dos mais de 6 mil médicos e médicas de Cuba previstos até 2015. O fato está gerando um intenso debate na sociedade brasileira, permitindo que na polarização criada identifiquemos os atores principais da polêmica, assim como suas intenções de fundo. No bojo deste debate aparece um tema coadjuvante, intrinsecamente ligado a ele, e não menos gerador de polêmicas e divergências na sociedade brasileira, a revalidação dos diplomas médicos expedidos no exterior. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Não aos leilões de petróleo!

(Nota Política do PCB) 

O governo brasileiro segue em sua política de entregar patrimônio público, como aeroportos, portos e o sistema de saúde, e riquezas estratégicas nacionais para o capital privado: está marcada para os dias 14 e 15 de maio a 11ª rodada de leilões de áreas para a exploração de petróleo no Brasil. Estão inscritas 64 empresas, numa lista encabeçada pela OGX (do grupo que acaba de ser “socorrido” com dinheiro público do BNDES) e composta, em sua maioria, por grandes empresas estrangeiras. A Agência Nacional do Petróleo - ANP - oferece 289 blocos, dos quais 166 estão no mar (94 em águas profundas). 

As estimativas são de que cerca de 30 bilhões de barris estão disponíveis para extração nesses blocos, o que equivale ao dobro das reservas provadas da Petrobrás, sem o pré-sal. Com as novas descobertas na camada pré-sal, o Brasil pode contar com 60 anos de auto-suficiência, o que demonstra que o leilão é desnecessário. Até hoje, nas dez rodadas já realizadas, a ANP já privatizou 280 blocos, beneficiando 75 empresas privadas, metade delas empresas multinacionais. 

O petróleo é uma das bases do desenvolvimento capitalista nos últimos 100 anos, como matéria prima para várias indústrias e como a principal fonte de energia, juntamente com o carvão, combustíveis fósseis não renováveis. O cenário, no entanto, aponta num horizonte não muito distante para o esgotamento do petróleo no mundo, caso as atuais tendências de consumo e produção não se alterem. Já foi consumida mais da metade das reservas mundiais, e as previsões mais otimistas falam em 80 anos de sobrevida para a produção petrolífera; os mais pessimistas, em 30, mesmo levando-se em conta novas descobertas possíveis. Além da alta nos preços internacionais, a tendência à escassez da oferta do produto tem motivado movimentações militares em países produtores, por parte dos países capitalistas desenvolvidos, para a garantia de seu suprimento futuro. As agressões imperialistas ao Iraque e à Líbia são evidências desse fato, assim como a recente reativação da IV Frota norte-americana para operar no Atlântico Sul.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Senso comum e conservadorismo: o PT e a desconstrução da consciência


Por Mauro Iasi.
Um dos mitos da estratégia democrática popular é o acumulo de forças. A ideia geral é que por não haver condição de rupturas revolucionárias, nem correlação de forças por mudanças estruturais no sentido do socialismo, a democratização da sociedade e as reformas graduais iriam criando as bases políticas para o desenvolvimento gradual de uma consciência socialista de massa.
No 5o Encontro Nacional do PT em 1987, o problema é colocado da seguinte maneira: certos companheiros não distinguem entre as ações ligadas ao acúmulo de forças daquelas voltadas diretamente à conquista do poder, não entendendo, segundo o juízo dos formuladores, a diferença entre o “momento atual, (…) em que as grandes massas da população ainda não se convenceram de que é preciso acabar com o domínio político da burguesia, e o momento em que a situação se inverte e se torna possível colocar na ordem do dia a conquista imediata do poder”.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O AI-5 da Copa do Mundo


Da maneira como está na lei, qualquer manifestação, passeata, protesto, ato individual ou coletivo pode ser entendido como terrorismo.... Isso é um cheque em branco na mão da FIFA e do Estado", diz Martim Sampaio.”
“É a ditadura transitória da FIFA” diz presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, sobre PL que corre no Senado em paralelo à Lei Geral da Copa.
Então vamos começar a conhecer o AI-5 da Copa do Mundo? Projeto que corre paralelo, e na surdina (Normal quando é para políticos aprovarem leis que favorecem a eles, ou aos setores privados) Sugerimos não perderem uma linha desta matéria.

Enquanto as atenções estão voltadas para o projeto de Lei Geral da Copa (2.330/11) que está sendo votado na Câmara nesta terça-feira (28), os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Ana Amélia (PP-RS) e Walter Pinheiro (PT-BA) correm com outro Projeto de Lei no Senado, conhecido pelos movimentos sociais como “AI-5 da Copa” por, dentre outras coisas, proibir greves durante o período dos jogos e incluir o “terrorismo” no rol de crimes com punições duras e penas altas para quem “provocar terror ou pânico generalizado”.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Lançamento do Jornal Folha do Povo em Pernambuco

O sol começa a se por, são 16h30min, vão chegando camaradas e amigos de algumas gerações, homens e mulheres que colocaram suas vidas a serviço da causa do socialismo, outros que ainda crianças, assistiram o eclodir de um golpe covarde e violento contra o povo brasileiro que lutava por reformas de base, em abril de 1964, e, outros jovens lutadores, estudantes e trabalhadores que gravitam no entorno e na militância da juventude comunista, com suas camisas vermelhas e imagens de Che nosso inspirador Latino Americano.
Como diria Edu Lobo e Oduvaldo Vianna Filho em sua música Chegança: “Estamos chegando daqui e dali e de todo lugar que se tem pra partir, trazendo na chegança foice velha, mulher nova e uma quadra de esperança...”  Todas as pessoas carregavam um sorriso de encontro e reencontro com camaradas de ontem e hoje, Gregório estava presente nas paredes, no auditório em sua homenagem e no coração do Partido Comunista Brasileiro e de seus militantes, que o tem como um grande exemplo de inspiração nos caminhos que se tem pra seguir.

sábado, 13 de abril de 2013

Opressivo e cinzento? Não, crescer no comunismo foi a época mais feliz de minha vida

Hungria - Diário Liberdade - [Zsuzsanna Clark, tradução do Diário Liberdade] Quando as pessoas me perguntam como era crescer atrás da Cortina de Ferro, na Hungria nos anos setenta e oitenta, a maioria espera escutar contos sobre polícia secreta, as filas nas padarias e outras declarações desagradáveis sobre a vida em um Estado de partido único.

A autora do artigo, Zsuzsanna Clark, como estudante de Ensino Primário na Hungria socialista

Eles ficam sempre desapontados quando explico que a realidade era muito diferente, e a Hungria comunista, longe de ser o inferno na terra, era, na verdade, um ótimo local para viver. Os comunistas proporcionavam a todos com trabalho garantido, boa educação e atendimento médico gratuito. 

Mas talvez o melhor de tudo fosse a sensação primordial da camaradagem, o espírito que falta em minha adotada Grã-Bretanha e, de igual forma, a cada vez que volto à Hungria atual. 

Eu nasci em uma família de classe trabalhadora em Esztergom, uma cidade no norte da Hungria, em 1968. Minha mãe, Juliana, veio do este do país, a parte mais pobre. Nascida em 1939, teve uma infância dura. Deixou a escola aos 11 anos e foi diretamente trabalhar nos campos. Ela recorda ter tido que se levantar às 4 da manhã para caminhar cinco quilômetros e comprar um pão. De menina, ela tinha tanta fome que com frequência esperavam junto à galinha até que pusesse um ovo. Então abria-o e engoliam, crua, a gema e a clara. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A guerra aos pobres e a política de “paz” para o empresariado no Rio de Janeiro

 Por Luís Fernandes*

Só havia um caminho para que vencêssemos a letargia que dominava o estado. Eike Batista teve uma participação especial. A iniciativa privada deve participar do processo da construção da paz”, disse o governador. O empresário bancou a construção das duas unidades. A da Fazendinha custou R$ 1,67 milhão, e a da Nova Brasília, R$ 1,189 milhão. Eike não compareceu à cerimônia, mas mandou um diretor da EBX representá-lo. Cabral também agradeceu ao exército, citando o nome do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim – que ocupava o cargo na época da ocupação da comunidade – e destacou a “firmeza incrível” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas duas unidades da comunidade – que tem 40 mil moradores – vão trabalhar 660 agentes policiais.” ¹

Candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), o deputado Michel Temer (PMDB) disse ontem que o país é seguro para investimentos porque vive momento de “pacificação social” e segurança jurídica. Para exemplificar a teoria, afirmou que os “mais pobres” e os movimentos sociais estão “pacificados” e que a classe média não está inquieta. Temer participou ontem de almoço patrocinado pela Câmara Portuguesa de Comércio. A entidade convidou os candidatos à Presidência, mas Dilma mandou Temer, porque tinha outra agenda. “Falo de um Brasil internamente pacificado”, afirmou ele em sua apresentação. “Se os movimentos sociais não estiverem pacificados, se os setores políticos não estiverem pacificados, se os setores financeiros não estiverem pacificados, se aqueles mais pobres não estiverem pacificados, se os da classe média estiverem inquietos, isso gera uma insegurança que é prejudicial”, declarou Temer.”²

quarta-feira, 10 de abril de 2013

De Camaradas para Camaradas: sobre o 2º Acampamento Nacional de Formação da UJC

Por Kim Taiuara*


Há mais ou menos uma semana estive entre os ditos “comedores/as de criancinhas”, ateus e ateias, subversivos/as... Enfim, estive entre comunistas. Foi estranho, pois ao invés de comerem as crianças, os/as comunistas brincavam com elas, ao invés de banir os religiosos, eles e elas se confraternizavam e ao contrário da “zona” que possa parecer estar entre subversivos/as, digo que poucas vezes estive em ambientes tão organizados e em que tudo fluía perfeitamente bem quase que por natureza.

Era possível sentir a vontade sincera, por parte de todos/as, de que tudo corresse bem, como se daquilo dependesse a revolução, e talvez haja algo de verídico nessa suposição romântica, afinal de contas, a organização não foi o único ponto positivo. Posso dizer também que me surpreendi ao descobrir que esses “monstros” dançam... é isso mesmo, eles dançam! E se fosse só isso, tudo bem. Mas não, para meu espanto, descobri que além de dançar, eles cantavam e davam altas gargalhadas. Pensava eu que comunistas não dançavam, que comunistas eram seres duros e quadrados, pessoas sérias não muito dadas à diversão. Mudei de ideia!!! Posso afirmar que são pessoas alegres e até comuns, nada de medonho como nos descrevem. Mas também são diferentes, eles desejam e lutam para que todas as pessoas possam ser felizes, para que todas elas possam cantar, dançar e dar boas risadas sem ter que se preocupar com a próxima refeição do dia, com as demissões que ainda não lhe atingiram, mas parecem estar próximas; se terão lugar pra dormir e boas escolas pra seus filhos. Esses “monstros”, que lutam pela verdadeira igualdade e contra toda injustiça social, descobri que são os e as comunistas!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eleições do DCE da UFRPE

Nos dias 13 e 14 de março, o movimento estudantil da Universidade Federal Rural de Pernambuco, deu provas, de que chegou a hora de mudar. Após quatro anos de uma mesma gestão engessada encabeçada pela UJR (União da Juventude Rebelião), foi vencedora do pleito a chapa de oposição. Mais uma vez, foi mostrado que a necessidade da luta não se faz em contraposição ao diálogo. A chapa vencedora ao pleito, Mais Vale O Que Será, vai para sua primeira gestão no Diretório Central dos Estudantes.

O DCE não funcionava como deveria funcionar, como um elemento que unifique, organize e impulsione as lutas do ME, articulado com as lutas dos trabalhadores, questionando o modelo de poder e de universidade como consequência, propondo o poder popular que faz emanar a universidade popular. O DCE funcionava de forma engessada e distante das demandas mais simples e corporativas do ME, e não tem dinamismo para sair desse pedestal nada honroso. Com esse sentimento de não representação e a força pela mudança, foi formada a chapa de oposição Mais Vale O Que Será.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Padrão Globo de Qualidade: sorrisos que escravizam e prostituem


Brasil - [Luís Eustáquio Soares*] O príncipe Grigorij Alexandrovitch Potemkin (1739-1791) foi um marechal-de-campo russo, além de conselheiro e amante da csarina Catarina II (1729-1796). Durante boa parte de sua vida, envolveu-se com um projeto de colonização das selvagens estepes do sul da Ucrânia. Era considerado um sonhador e tornou-se conhecido como o fundador de cidades como Kherson, Nikolaev, Sebastopol.

Conta a lenda que Catarina II, em 1787, resolveu realizar uma longa viagem pela Ucrânia com o objetivo de inspecionar os povoamentos supostamente levados a cabo por seu amante, o príncipe Potemkin, embora, daí o motivo da expressão inicial, ainda que invertida, deste parágrafo, "não conta a lenda", quisesse mesmo é inspecionar o próprio Potemkin, certamente o único motivo que a levaria realizar uma viagem tão longa e demorada: o distante corpo do amante e não o corpo inóspito de longínquas terras.

Como seus projetos mirabolantes de colonização estavam ainda numa situação deplorável, o engenhoso príncipe, querendo impressionar Catarina II, mandou construir cenários de povoados, conhecidos como "aldeias de Potemkin". Considerando que Catarina II não fosse tão idiota a ponto de acreditar em tais subterfúgios (teatros de povoados ao invés de povoados de verdade), o que ocorreu de fato foi a simples constatação de que Catarina II preferiu fazer vistas grossas, fingindo que acreditava, agradando assim seu dileto amante, do que denunciar e punir implacavelmente a farsa.