Paulo Câmara foi eleito em um dos episódios mais bizarros da história política de Pernambuco.
Usou uma tragédia, a morte de várias pessoas, dentre elas do ex-governador Eduardo Campos, com plataforma política. O velório virou comício, a dor fonte de votos, a perda motivo de propaganda.
O boneco de Eduardo Campos prometeu mundos e fundos na época da eleição. A propaganda muito bem construída mostrava-o como um administrador eficiente que resolveria todos os problemas do estado. Na verdade, Paulo Câmara, é continuador do projeto político privatista e autoritário de Eduardo Campos.
Campos deixou o estado quebrado com 8 bilhões em dívidas, crise na saúde, educação, sistema carcerário, etc. e os serviços públicos com sua administração privatizada através das chamadas Organizações Sociais (OS).
Paulo Câmara tenta seguir o mesmo caminho do seu mestre, mas agora as condições econômicas disso estão mais difíceis. Como forma de reação o governador eleito tenta de forma autoritária calar seus críticos e impedir a luta dos sindicatos, movimentos sociais e organizações de esquerda.
Primeiro processou o Professor Michel Zaidan da UFPE em um atentado contra a liberdade de expressão, e agora ataca o camarada Áureo Cisneiros, um importante lutador do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco – Sinpol.
O Sinpol vem denunciando o descaso com a polícia civil. Falta de materiais, delegacias sem estruturas, problemas para realizar perícias e processos investigativos, poucos policias por ausência de concurso público, excesso de trabalho, etc. A polícia civil é responsável pela parte investigação dos crimes cometidos no Estado.
Com uma política investigativa desestruturada e enfraquecida os índices de violência dificilmente terão uma redução. O Pacto Pela Vida, programa bastante ineficiente na prática, mas rodeado de muita propaganda, ao que parece, não se preocupa com a qualidade do trabalho dos policiais civis.
Na luta por melhores condições de trabalho, salário e pela reestruturação da polícia o Sinpol teve que enfrentar várias vezes a truculência e a total ausência de diálogo do governo.
Por ter criticado o governador do Estado, o camarada Áureo é processado, o Sinpol sofre várias perseguições e vários outros movimentos de luta são recebidos com repressão.
Paulo Câmara acha que é um coronel do interior pernambucano no começo dos anos 20 que pode mandar e desmandar e ninguém questionar suas ordens. O governador e seu desgoverno terão cedo ou tarde que perceber que em Pernambuco tem muita luta e que não ficaremos calados.
O camarada Áureo tem toda solidariedade do povo Pernambucano, da Unidade Classista, União da Juventude Comunista, Partido Comunista Brasileiro e de todos que lutam por mais direitos, democracia real e para transformar a vida do povo trabalhador!
Abaixo a repressão e a perseguição!
Somos todos Áureo!
"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA CONTRA ESTUDANTES QUE OCUPAVAM A REITORIA DA UFPE
A União da Juventude Comunista
(UJC) manifesta repúdio à violência aplicada as/aos estudantes durante a ação
de reintegração de posse da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco,
nesta quinta-feira (8).
A ação das policias Federal e
Militar mostrou mais uma vez a truculência destas em situações de conflito,
onde sempre se dispõem a agir com violência e repressão, sem cogitar o diálogo.
A reintegração de posse ocorreu em um momento decisivo da negociação entre ocupantes
e a reitoria, mediada pela comissão de Direitos Humanos da UFPE, porém a
entrada da polícia na Universidade foi autorizada antes que fosse estabelecido
um acordo entre as duas partes. Isso comprova mais uma vez que a reitoria, na
figura de Anísio Brasileiro, é quem não está interessada em dialogar com os/as
estudantes. O ataque ocorreu enquanto os/as estudantes aguardavam a resposta da
reitoria em relação à marcação de uma reunião do Conselho Universitário que
fosse aberta a toda comunidade acadêmica interessada em participar e tivesse
como pauta, exclusivamente, a homologação ou não do Novo Estatuto.
Anísio Brasileiro procurou,
nesses últimos 7 dias, lavar suas mãos e deixar os/as estudantes à mercê da
truculência da polícia. Entretanto, é dele a culpa de desde o início da
ocupação ter exposto estudantes a situações desumanas (efetuando cortes de água
e energia no prédio da reitoria), e, por fim, ter autorizado a entrada da
Polícia Federal, que utilizou toda sua brutalidade desproporcional para
violentar ainda mais os/as estudantes. Violência essa super evidenciada com o
saldo de dois estudantes sendo detidos e levados a responder inquérito. Manifestamos apoio as/aos estudantes presas/os e agredidas/os e nos somamos
à corrente de solidariedade e apoio aos que já estão sendo perseguidas/os. Lutar
não é crime! Nossas vozes não se silenciaram!
Deste modo, a UJC torna pública sua repulsa à repressão de
estudantes e trabalhadores/as em nome da liberdade de manifestação da opinião,
da livre expressão, e em defesa de uma Universidade popular.
ESTUDAR, ORGANIZAR E CRIAR PODER POPULAR!
UJC Pernambuco
quinta-feira, 19 de junho de 2014
REPRESSÃO POLICIAL FASCISTA NA RETIRADA DOS OCUPANTES DO JOSÉ ESTELITA!
Nota Política do Partido Comunista Brasileiro sobre o #Ocupeestelita
O Recife amanheceu neste 17 de junho, sob o forte impacto das ações da tropa de choque da Polícia Militar de Pernambuco, que mais uma vez macula sua imagem com medidas ultrajantes e repressivas contra os participantes do movimento OcupeEstelita.
O OcupeEstelita é um movimento que vem sendo construído por pessoas, majoritariamente jovens, que tomaram a decisão de enfrentar um dos mais perversos projetos de agressão urbana à cidade do Recife. Hoje consegue através das redes sociais despertarem a discussão sobre “em que tipo de cidade e de mundo desejamos viver e compartilhar”, indo além dos horizontes do Cais José Estelita.
Essa área é uma das mais belas da cidade do Recife, um cartão postal, fincada na Bacia do Pina, no São José, um dos bairros mais antigos do Recife, onde está instalado o Forte das Cinco Pontas, última construção holandesa de1630 e onde fuzilaram Frei Caneca em 1825.
O projeto que o consórcio denominado ironicamente de “Novo Recife”, vem tentando impor a cidade se compõe de 12 torres de 40 andares, criando uma muralha que esconderá uma das mais significativas paisagens do Recife, que tem em seu Código de Meio Ambiente, artigos que determinam a “preservação de paisagens históricas ambientais”, sem falar nos problemas de mobilidade urbana e de preservação do patrimônio histórico existente na área.
No dia 21 de maio passado, enquanto o movimento OcupeEstelita debatia propostas em seu site “Direitos Urbanos” e o Instituto de Patrimônio Histórico (IPHAN) analisava os impactos ao patrimônio histórico, os senhores do capital imobiliário, organizados no Consórcio, conseguiram com a prefeitura do Recife, ninguém explica como, licença para demolir os históricos armazéns. Isso iniciado no começo da noite, mas denunciado por pessoas que passavam no local, o que fez com que um dos membros dos Direitos Urbanos fosse ao local e fotografasse o que estava ocorrendo, sendo logo espancado pelos seguranças das imobiliárias que ainda apreenderam sua câmara e roubaram a sua memória. Isso provocou mobilização convocada pela rede do facebook, e no dia seguinte a obra foi embargada pelo Ministério Público Federal.
terça-feira, 25 de março de 2014
29 anos após democratização, leis da ditadura seguem em vigor
Quase três décadas após o fim da ditadura (1964-1985), o Brasil continua regido por uma série de leis, práticas e códigos criados pelos militares.
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| Para ONGs, ditadura incentivou dentro da Polícia Militar práticas que violam os direitos humanos |
São daquela época, por exemplo, as atuais estruturas tributária, administrativa e financeira do país. E mesmo após a Constituição de 1988 definir como pilares do Estado brasileiro a democracia e o respeito aos direitos humanos, seguem em vigor normas e práticas que, segundo especialistas, contrariam esses valores.
É o caso, dizem eles, do Estatuto do Estrangeiro, que nega direitos políticos a estrangeiros que residam no país. Ou de um mecanismo que permite a tribunais anular decisões judiciais favoráveis a comunidades afetadas por grandes obras se as cortes avaliarem que as medidas põem em risco a economia nacional.
Gilberto Bercovici, professor de direito econômico e economia política da Universidade de São Paulo (USP), diz que, em busca de refundar o país e valendo-se de medidas autoritárias, os militares redefiniram as regras de várias das principais áreas da administração pública.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Estado de exceção é o “cacete”
Por Mauro Iasi.
“Madeira de dar em doido
vai descer até quebrar”
Vandré
Diante da barbárie instalada e da descarada ação autoritária do Estado brasileiro diante das manifestações, muitos têm utilizado a expressão “Estado de exceção” indicando o risco da naturalização de práticas que desconsideram o ordenamento jurídico estabelecido e os princípios de um suposto “Estado de direito” que teria substituído a ditadura militar.
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| Reprodução |
Compreendemos a intenção daqueles que assim procedem no justificado intuito de defesa da ordem constitucional, de princípios elementares na defesa dos direitos humanos e de práticas, digamos, civilizadas. Há no entanto um risco que reside no fato de supor que existe uma forma, considerada virtuosa, que consiste no respeito formal das regras e procedimentos, sendo os “desvios”, apenas anomalias que se controladas tudo funcionaria bem. Infelizmente a realidade da sociedade brasileira parece provar que a exceção é a regra.
O Estado de classe no Brasil que tem por fundamento a defesa da ordem da propriedade privada e as condições que garantam a acumulação de capitais, sempre agiu combinando diferentes formas de garantia da ordem, ora predominando formas repressivas, ora na busca da formação de consensos. O que importa ressaltar é que mesmo nos momentos nos quais a busca por formas de legitimação e de hegemonia predominam, o aspecto repressivo nunca foi relegado.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Desocupamos a Reitoria, mas não abandonamos a luta!
O Conselho Universitário tomou a decisão de aprovar a entrada da “Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares” (EBSERH), para a gestão do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). E isso só ocorreu devido ao método golpista promovido pelo Reitor Anísio Brasileiro, que descumpriu compromissos assumidos através de farta divulgação, quando ainda em campanha para a Reitoria. A reunião do Conselho foi uma aula de autoritarismo, manipulação e golpe, procedimentos estes que se imaginavam guardados nos arquivos da ditadura.
Diante dessa situação e compreendendo que a entrada da EBSERH significa o início de um processo sorrateiro de privatização do Hospital das Clínicas o movimento estudantil, através das diversas forças e organizações que o compõe, com apoio de servidores e professores, decidiu pela ocupação do prédio da Reitoria da UFPE.
O movimento estudantil, os sindicatos, funcionários, professores, usuários, assim como a população em geral, acompanharam as movimentações sobre a ocupação da Reitoria da UFPE, entendendo como justa a luta dos ocupantes para barrar o golpe promovido pelo “Magnífico” Reitor Anísio Brasileiro em nome de um alinhamento com a política nacional privatista do Governo Federal que vem acontecendo em todo o Brasil.
Na quarta-feira (04/12), com a ação de reintegração de posse do prédio da Reitoria executado pela Policia Federal, o Reitor apresentou a sua face manipuladora, com discurso de vitimização, esquecendo as suas promessas que apontavam o compromisso no seu panfleto de campanha: “Manutenção do caráter público do HC e Escolha dos seus dirigentes a partir de consulta à comunidade”. Além do quarto ponto que apresentava o compromisso de barrar a Medida Provisória que implantaria a EBSERH no HC: “Posicionamento contrário à MP 520 e defesa da ampliação do quadro de servidores do HC por meio de concurso público”.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Nota de Apoio à Ocupação da Reitoria da UFPE
Por um Hospital das Clínicas público e com qualidade!
Barrar a EBSERH Por Uma Universidade Popular!
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| Arquivo UJC-PE |
Na manhã da segunda-feira passada, 2 de Dezembro, o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, mostrou em Pernambuco o que estamos vendo em todas as reitorias das Universidades Federais: a aplicação do plano privatista para os Hospitais Universitários nos moldes indicado pelo Partido dos Trabalhadores. Sem nenhuma condição de aferição dos votos, entre conselheiros e não conselheiros, numa confusão inimaginável, sem sequer momento para manifestação de voto contrário, Anísio determinou a votação relâmpago a favor da EBSERH e proclamou que a empresa passará então a gerir o Hospital das Clínicas. A rapidez e a objetividade da votação deixaram claro, se ainda havia alguma dúvida ingênua, que o reitor trata de aplicar (descumprindo inclusive promessa de campanha) um plano pensado nacionalmente de privatização dos Hospitais Universitários, passando por cima de qualquer democracia interna.
Desde então, estudantes da UFPE ocupam bravamente a reitoria em ato de protesto, depois de sofrer agressões físicas por parte da segurança universitária para adentrarem no prédio, coisa que vem se tornando rotineira na gestão de Anísio Brasileiro, diga-se de passagem.
A União da Juventude Comunista não só se solidariza com a ocupação, como também a constrói, assim como todas as lutas contra a EBSERH, por um Hospital da Clínicas público e com qualidade. Entendemos que a manutenção do caráter público dos Hospitais Universitários, porém melhorando sua qualidade, mantendo unido ensino, pesquisa e extensão, faz parte do projeto por uma Universidade Popular.
Assim, gritamos juntos de todos e todas que estão na ocupação: pela anulação do Conselho Universitário fraudulento, pela construção de uma alternativa de gestão do Hospital das Clínicas nos moldes públicos, que a questão da EBSERH seja decidida via plebiscito com toda a comunidade universitária!
União da Juventude Comunista UJC-PE
União da Juventude Comunista UJC-PE
Criar, criar, Universidade Popular!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O Estado e a Violência
por Mauro Iasi*
“Nosso objetivo final é a supressão do Estado,
isto é, de toda a violência, organizada e sistemática,
de toda coação sobre os homens em geral”
Lenin
A maior de todas as violências do Estado é o próprio Estado. Ele é, antes de tudo, uma força que sai da sociedade e se volta contra ela como um poder estranho que a subjuga, um poder que é obrigado a se revestir de aparatos armados, de prisões e de um ordenamento jurídico que legitime a opressão de uma classe sobre outra. Nas palavras de Engels é a confissão de que a sociedade se meteu em um antagonismo inconciliável do qual não pode se livrar, daí uma força que se coloque aparentemente acima da sociedade para manter tal conflito nos limites da ordem.
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| Reprodução | Blog da Boitempo |
A ideologia com a qual o Estado oculta seu próprio fundamento inverte este pressuposto e o apresenta como o espaço que torna possível a conciliação dos interesses que na sociedade civil burguesa são inconciliáveis. A contradição existe no corpo da sociedade dividida por interesses particulares e individuais, enquanto o Estado, ao gosto de Hegel, seria o momento ético-politico, a genericidade como síntese da multiplicidade dos interesses. A este momento político universal se contrapõe o dissenso, a rebeldia, o desvio e este deve ser contido nos limites da ordem, do que resulta que todo Estado é o exercício sistemático da violência tornada legítima.
Desde Maquiavel que a teoria política moderna sabe que a violência não pode ser o instrumento exclusivo do Estado, o uso adequado da violência (para Maquiavel aquele que atinge o objetivo de conquistar e manter o Estado) deve ser combinado com as formas de apresentá-lo como legítimo, o que nos leva à síntese entre os momentos de coerção e consenso, a famosa metáfora maquiaveliana do leão e da raposa. Poderíamos dizer que a violência só é eficaz quando envolvida por formas de legitimação da mesma forma que os instrumentos de consenso pressupõem e exigem formas organizadas de violência. O leão e a raposa são igualmente predadores, suas táticas é que diferem.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Poema: Sangue, suor e rebeldia!
Sangue,
suor e rebeldia
(em homenagem aos que lutaram contra o leilão do pré-sal
e resistiram bravamente à repressão no dia 21.10.13, na cidade do Rio de Janeiro-RJ)
Soldados
Fardados
Entrincheirados
Armados
Orientados
A conter a população.
Governantes
Arrogantes
Discrepantes
E dissonantes
Seguem errantes
Impulsores da repressão.
Há quem lute
E refute
Questione a situação.
Há indignados
Preparados
Para a reversão.
Reverter o errado
Com punhos cerrados
E disposição.
Os governantes autorizam
E ficam
No escritório a sorrir.
Os soldados disparam
Marcham
Sedentos a reprimir.
Os militantes lutam
Preparam
Para resistir.
Não adianta dizer que tudo isso é benéfico para o país,
É vergonhoso vê-los defender toda essa privatização,
Mesmo que digam que o sistema de partilha é melhor que
concessão.
Não adianta tentar nos enganar,
Muito menos reprimir.
Estaremos sempre a lutar,
Convictos a resistir!
Não adianta colocar as forças armadas para intimidar,
Pois somos feitos de sangue, suor e rebeldia,
Dispostos a lutar por um novo dia!
*Poema de Alcides Junior (militante da UJC), escrito nos dias 21 e 25 de outubro de 2013.
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| Carlos Latuff. |
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Cartunista Carlos Latuff contesta ameaças de morte
Depoimento de Carlos Latuff postado em seu perfil em rede social.
"Era de se esperar que houvesse reação violenta diante da minha provocação de que o garoto que matou o pai, um policial da ROTA, merecia atendimento psicológico e uma medalha. No estado policial em que vivemos no Brasil, as organizações da repressão são alçadas a condição sacrossanta. Quem ousar denunciar seus abusos corre sério risco de vida. Isso não é novidade pra mim, desde 1999, quando fiz meu primeiro protesto contra a violência policial, realizando uma exposição virtual de charges intitulada "A Polícia Mata". Ao longo dos meus 23 anos de profissão como cartunista já fui detido três vezes por desenhar contra a truculência da polícia brasileira, e já recebi inúmeras ameaças, seja de judeus sionistas por conta de minhas charges em favor dos palestinos, seja de extremistas muçulmanos pelas minhas charges sobre a questão egípcia e síria. Portanto, ameaças fazem parte do meu trabalho.
Dessa vez, com as redes sociais, estas ameaças são potencializadas, graças a comunidades relacionadas a organizações policiais, que reúnem não só membros ativos das forças de repressão, como também simpatizantes com perfil fascista, anti-comunista, anti-petista, machista e homofóbico. É sabido que dois desses perfis,Fardados e Armados e Rondas ostensivas tobias de aguiar "Rota"estão incitando seus membros a tomarem ações violentas contra mim. E é bem possível que isso aconteça, afinal de contas, a polícia mata! Não seria eu o primeiro, e muito menos o último. Essa é a característica de nossas polícias, de nosso estado. E se acontecer, que sejam responsabilizados os administradores destas comunidades e o estado brasileiro.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Procurador pede prisão de Geraldo Alckmin e Naji Nahas por crimes no Pinheirinho
O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe afirma que o governador Geraldo Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e Naji Nahas devem ser presos pelos crimes cometidos contra a humanidade no Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo.
Durante quinze dias, o jurista Márcio Sotero se debruçou na documentação da área do Pinheirinho, onde foram expulsas pela tropa de choque da Polícia Militar, no dia 22 de janeiro, milhares de pessoas pobres.
A reintegração de posse foi requerida pela massa falida da Selecta, empresa do especulador Naji Nahas. Ao pesquisar toda a papelada do processo de falência o procurado do Estado fez algumas descobertas até agora não divulgadas por autoridades que tinham este conhecimento.
Márcio Sotero Felipe também é professor de Filosofia do Direito da Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo e exerceu o cargo de Procurador Geral do Estado na gestão Mário Covas.
Abaixo, a íntegra da entrevista de Márcio Sotero Felipe à repórter Marilu Cabañas.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
A escola-berço do nazismo no filme "A fita branca"
Alemanha - PGL - [José Paz Rodrigues] A crise social e económica que está a sofrer especialmente o denominado mundo ocidental, pode levar-nos infelizmente a uma perigosa encruzilhada. Como já aconteceu noutras épocas, aflorando todo o tipo de extremismos e fundamentalismos, muitos deles violentos.
Existe um importante caldo de cultivo para a aparição de grupos políticos de extrema-direita, seguindo os infames modelos do nazismo e o fascismo. Por isto é importante que os estudantes de todos os níveis do ensino, de forma adequada, sejam informados dos perigos a que nos podem levar de novo estes movimentos atentatórios contra as liberdades, a vida e o espírito democrático que deve sempre reinar. Informando também sobre que não existe a geração espontânea, e que o que acontece é produto das situações em que os cidadãos se encontram nesta altura com uma elevada taxa de desemprego, uma corrupção imensa e o aumento das desigualdades sociais. A propósito deste importante tema escolhi para o meu artigo da série um filme bastante recente, que ilustra como nasceu o nazismo na Alemanha no seu momento. Produto de um determinado modelo educativo autoritário, que no nosso país agora amostra muito bem o projeto da lei educativa que o atual governo quer implantar quase de imediato, se não formos capazes de o impedir. Desconhecemos quais são as mentes pensantes de tal engendro, por isso só conhecemos o projeto como “Lei Wert”. A de um inefável ministro que deixa ficar bem todos os ministros anteriores, incluídos os dos quarenta anos franquistas, e mesmo o próprio Rajói, que por um tempo também foi ministro da educação.
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| Crédito: Diário da Liberdade |
sexta-feira, 12 de abril de 2013
A guerra aos pobres e a política de “paz” para o empresariado no Rio de Janeiro
Por Luís Fernandes*
“Só havia um caminho para que vencêssemos a letargia que dominava o estado. Eike Batista teve uma participação especial. A iniciativa privada deve participar do processo da construção da paz”, disse o governador. O empresário bancou a construção das duas unidades. A da Fazendinha custou R$ 1,67 milhão, e a da Nova Brasília, R$ 1,189 milhão. Eike não compareceu à cerimônia, mas mandou um diretor da EBX representá-lo. Cabral também agradeceu ao exército, citando o nome do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim – que ocupava o cargo na época da ocupação da comunidade – e destacou a “firmeza incrível” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas duas unidades da comunidade – que tem 40 mil moradores – vão trabalhar 660 agentes policiais.” ¹
“Candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), o deputado Michel Temer (PMDB) disse ontem que o país é seguro para investimentos porque vive momento de “pacificação social” e segurança jurídica. Para exemplificar a teoria, afirmou que os “mais pobres” e os movimentos sociais estão “pacificados” e que a classe média não está inquieta. Temer participou ontem de almoço patrocinado pela Câmara Portuguesa de Comércio. A entidade convidou os candidatos à Presidência, mas Dilma mandou Temer, porque tinha outra agenda. “Falo de um Brasil internamente pacificado”, afirmou ele em sua apresentação. “Se os movimentos sociais não estiverem pacificados, se os setores políticos não estiverem pacificados, se os setores financeiros não estiverem pacificados, se aqueles mais pobres não estiverem pacificados, se os da classe média estiverem inquietos, isso gera uma insegurança que é prejudicial”, declarou Temer.”²
quarta-feira, 14 de março de 2012
Procuradoria vai ajuizar 1ª ação criminal contra agentes da ditadura
NÁDIA GUERLENDA
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
O Ministério Público Federal anunciou na tarde desta terça-feira que ajuizará amanhã um processo judicial contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió, acusado de sequestrar militantes políticos durante a guerrilha do Araguaia (1972-1975), no Pará. É a primeira ação criminal contra agentes da ditadura no país.
De acordo com a denúncia, assinada por procuradores da República do Pará, do Rio Grande do Sul e de São Paulo, Curió foi responsável pelo desaparecimento de Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Cordeira (Lia).
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Militares criticam busca pela verdade dos crimes da ditadura
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| Paulo Cesar Pereio (ao fundo), Norma Bengel e Jardel Filho (1927-1983) participam de movimento contra a ditadura militar |
As iniciativas políticas que o governo da presidenta Dilma Rousseff tem adotado no sentido de esclarecer os crimes cometidos durante a ditaduramilitar brasileira (1964-1985) continuam encontrando a resistência de grupos que representam os militares interessados que as atrocidades cometidas naquele período continuem no passado.
Em nota conjunta, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente por ela não ter demonstrado “desacordo” em relação a declarações das ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e das Mulheres, Eleonora Menicucci sobre os Anos de Chumbo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Democracia, segurança pública e a coragem para agir na política
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| Clique na imagem para ampliar. Crédito: Boitempo |
Edson Teles.
Democracia com violência de Estado e especulação imobiliária: duas questões cruciais que nos chamam a atenção nos recentes episódios de ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para “restabelecer a ordem e a legalidade”, os quais se configuraram como violentos e sem eficácia do ponto de vista do interesse público.
A chamada Cracolândia (nome aparentemente cunhado pela grande mídia que, de certo modo significante, remete a um lugar de diversões, a estilo do nome do parque Disneylândia) e o bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, têm algo em comum além do fato de terem sido o palco das recentes violações de direitos sofridas por parte de uma parcela da população que parece não ter “direito a ter direitos” (nas palavras críticas de Hannah Arendt). Ambos os locais possuem em comum o fato de serem áreas de forte especulação imobiliária.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
O instante decisivo. A Folha localizou o fotógrafo do cadáver de Herzog
REPORTAGEM
O instante decisivo
A Folha localizou o fotógrafo do cadáver de Herzog
LUCAS FERRAZ
ilustração RAFAEL CAMPOS ROCHA
RESUMO A foto de Vladimir Herzog morto nas dependências do DOI-Codi em outubro de 1975 tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura (1964-85). A tentativa falhada de simular o suicídio do jornalista enfraqueceu a linha dura. Pela primeira vez, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira fala à imprensa.
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