"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." (Che Guevara)
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domingo, 11 de outubro de 2015

NOTA DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA CONTRA ESTUDANTES QUE OCUPAVAM A REITORIA DA UFPE



A União da Juventude Comunista (UJC) manifesta repúdio à violência aplicada as/aos estudantes durante a ação de reintegração de posse da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco, nesta quinta-feira (8).

A ação das policias Federal e Militar mostrou mais uma vez a truculência destas em situações de conflito, onde sempre se dispõem a agir com violência e repressão, sem cogitar o diálogo. A reintegração de posse ocorreu em um momento decisivo da negociação entre ocupantes e a reitoria, mediada pela comissão de Direitos Humanos da UFPE, porém a entrada da polícia na Universidade foi autorizada antes que fosse estabelecido um acordo entre as duas partes. Isso comprova mais uma vez que a reitoria, na figura de Anísio Brasileiro, é quem não está interessada em dialogar com os/as estudantes. O ataque ocorreu enquanto os/as estudantes aguardavam a resposta da reitoria em relação à marcação de uma reunião do Conselho Universitário que fosse aberta a toda comunidade acadêmica interessada em participar e tivesse como pauta, exclusivamente, a homologação ou não do Novo Estatuto.

Anísio Brasileiro procurou, nesses últimos 7 dias, lavar suas mãos e deixar os/as estudantes à mercê da truculência da polícia. Entretanto, é dele a culpa de desde o início da ocupação ter exposto estudantes a situações desumanas (efetuando cortes de água e energia no prédio da reitoria), e, por fim, ter autorizado a entrada da Polícia Federal, que utilizou toda sua brutalidade desproporcional para violentar ainda mais os/as estudantes. Violência essa super evidenciada com o saldo de dois estudantes sendo detidos e levados a responder inquérito. Manifestamos apoio as/aos estudantes presas/os e agredidas/os e nos somamos à corrente de solidariedade e apoio aos que já estão sendo perseguidas/os. Lutar não é crime! Nossas vozes não se silenciaram!

Deste modo, a UJC  torna pública sua repulsa à repressão de estudantes e trabalhadores/as em nome da liberdade de manifestação da opinião, da livre expressão, e em defesa de uma Universidade popular.

ESTUDAR, ORGANIZAR E CRIAR PODER POPULAR!

UJC Pernambuco


terça-feira, 6 de outubro de 2015

NOTA CONJUNTA DE APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA DA UFPE




Na manhã da sexta-feira, dia 02 de outubro, estudantes, técnicas/os e docentes da UFPE saíram em direção à reitoria para participar do Conselho Universitário, que tinha como pauta a homologação do Novo Estatuto da UFPE, e foram recepcionadas/os pelos seguranças da Universidade com bastante violência. A comunidade acadêmica, interessada em construir o espaço com mais representatividade e transparência, foi impedida de acompanhar a reunião.

Desde então, a reitoria da Universidade Federal de Pernambuco encontra-se ocupada pela comunidade acadêmica, que cobram do reitor Anísio Brasileiro a homologação do Novo Estatuto da UFPE, construído coletivamente durante o último Congresso Estatuinte. O Novo Estatuto, dentre outros avanços, prevê paridade entre os três segmentos que compõem o corpo universitário (estudantes, técnicas/os administrativas/os e docentes) dentro dos espaços de deliberação na Universidade, tornando a UFPE um espaço mais democrático e popular. 

A reitoria, ignorando todas as deliberações tiradas no Congresso Estatuinte, afirma que seu objetivo agora é criar comissões para rediscutir cada item do estatuto, por haver supostas inconstitucionalidades no mesmo. Mais uma vez, fica evidente a postura autoritária dos setores dominantes dentro da Universidade e o descompromisso do reitor com a democracia. Desde o primeiro dia, setores ligados ao gabinete do reitor vêm tentando “dialogar” com as/os estudantes, porém tudo isso não passa de tentativas de imposição do modelo antidemocrático da atual gestão! 

Apesar de toda coerção praticada pela segurança universitária, sob o comando do reitor, que vai desde agressões físicas e psicológicas a estudantes até cortes no fornecimento de energia e água ao prédio da reitoria, a ocupação encontra-se mais forte do que nunca.

Convidamos a todas e todos a ocuparem a reitoria! Esse espaço é de todo nós!

Lutar, criar, Universidade Popular!

União da Juventude Comunista (UJC)
Partido Comunista Brasileiro (PCB) 
Unidade Classista (UC)
Coletivo Ana Montenegro
Jornal O Poder Popular

sábado, 8 de novembro de 2014

A Reforma do Restaurante Universitário e o desrespeito com os estudantes!

Nota Política

Restaurante Universitário UFPE | Reprodução
A Reitoria da UFPE divulgou, na página da PROAES, a notícia do fechamento do Restaurante Universitário (R.U) pelo período de 22/12/14 a 18/01/15. Se a reforma se trata de uma melhoria do serviço prestado não há o que se opor, no entanto a Reitoria convida aos residentes, de forma no mínimo irônica, uma visita às respectivas famílias nesse período. Nas palavras da reitoria:

“Quanto aos nossos residentes e aqueles que recebem auxílio moradia, sugerimos que aproveitem a oportunidade do recesso para visitar seus parentes e assim estreitar os laços familiares.”

Não tenhamos dúvidas que esse deve ser o desejo de muitos residentes, mas talvez por dificuldades financeiras os impeçam de visitar os familiares, que pode ser de uma cidade do interior do Estado nem tão distante, mas pode ser de outro Estado do país a milhares de quilômetros de distância de Recife. E mais, independente das razões, a reitoria não pode negligenciar seus residentes. E aí, como ficam esses estudantes? Assim sendo, não podemos encarar de outra forma a não ser como um abandono e desrespeito da UFPE para com os mesmos.

Diante da situação, cobramos que a reitoria reveja a decisão de “não ressarcir o custo da alimentação no período”.

Por isso, convocamos os estudantes a protestarem para cobrar uma mudança nessa política da Reitoria. A UJC entende que é necessário construir um ato unificado o quanto antes para mostrar toda nossa indignação e solidariedade com os estudantes residentes.

União da Juventude Comunista - Pernambuco

terça-feira, 29 de abril de 2014

NOTA POLÍTICA DA UJC SOBRE AS ELEIÇÕES DO DCE-UFPE 2014

Reprodução



A União da Juventude Comunista (UJC) vem tornar público seus posicionamentos sobre o processo eleitoral para o Diretório Central d@s Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O Movimento Estudantil (ME) há tempos vivencia momentos de oscilações entre erupção de grandes manifestações e o descenso restrito a algumas lutas pontuais. O ME da UFPE além de passar por esse processo sofre da grande dispersão e fragmentação de grupos e pautas. A ausência do DCE faz falta para a organização e unificação das lutas na UFPE, tanto para as pautas estudantis, quanto para a articulação com os setores técnico-administrativos e professores. A UJC entende que a reorganização passa pela base do movimento, através do fortalecimento dos Diretórios e Centros Acadêmicos (DA e CA), bem como do DCE. É por isso que a UJC se colocou, desde o início dos debates sobre o pleito, a favor das eleições, colaborando ativamente para que ocorresse. Avaliamos que as eleições propiciariam um rico espaço de disputa de projetos políticos e mais uma possibilidade de realização de trabalho de base.

Assim, apesar do regimento eleitoral contar com inúmeros pontos aprovados à revelia de nossa posição (como a possibilidade de boca-de-urna e votos inválidos contarem para o quórum), a UJC decidiu participar do processo oficialmente como chapa (Chapa 1: Por uma Universidade Popular!), junto com a Unidade Vermelha e demais estudantes sem organização partidária. O nosso principal objetivo, desde o início, foi a constituição do Movimento por uma Universidade Popular (MUP) em Pernambuco, sendo esse o primeiro momento de aproximação mais sólida entre os interessados nessa tarefa. Ao final do processo, a chapa achou por bem se retirar da disputa por vários motivos (veja a carta completa: https://dl.dropboxusercontent.com/u/19134226/carta-MUP.pdf), dentre eles a fragmentação da esquerda, que em nada contribui para outro projeto de universidade para além dos interesses do capital. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Desocupamos a Reitoria, mas não abandonamos a luta!

O Conselho Universitário tomou a decisão de aprovar a entrada da “Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares” (EBSERH), para a gestão do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). E isso só ocorreu devido ao método golpista promovido pelo Reitor Anísio Brasileiro, que descumpriu compromissos assumidos através de farta divulgação, quando ainda em campanha para a Reitoria. A reunião do Conselho foi uma aula de autoritarismo, manipulação e golpe, procedimentos estes que se imaginavam guardados nos arquivos da ditadura.


Diante dessa situação e compreendendo que a entrada da EBSERH significa o início de um processo sorrateiro de privatização do Hospital das Clínicas o movimento estudantil, através das diversas forças e organizações que o compõe, com apoio de servidores e professores, decidiu pela ocupação do prédio da Reitoria da UFPE. 

Arquivo UJC-PE

O movimento estudantil, os sindicatos, funcionários, professores, usuários, assim como a população em geral, acompanharam as movimentações sobre a ocupação da Reitoria da UFPE, entendendo como justa a luta dos ocupantes para barrar o golpe promovido pelo “Magnífico” Reitor Anísio Brasileiro em nome de um alinhamento com a política nacional privatista do Governo Federal que vem acontecendo em todo o Brasil.

Na quarta-feira (04/12), com a ação de reintegração de posse do prédio da Reitoria executado pela Policia Federal, o Reitor apresentou a sua face manipuladora, com discurso de vitimização, esquecendo as suas promessas que apontavam o compromisso no seu panfleto de campanha: “Manutenção do caráter público do HC e Escolha dos seus dirigentes a partir de consulta à comunidade”. Além do quarto ponto que apresentava o compromisso de barrar a Medida Provisória que implantaria a EBSERH no HC: “Posicionamento contrário à MP 520 e defesa da ampliação do quadro de servidores do HC por meio de concurso público”.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eleições do DCE da UFRPE

Nos dias 13 e 14 de março, o movimento estudantil da Universidade Federal Rural de Pernambuco, deu provas, de que chegou a hora de mudar. Após quatro anos de uma mesma gestão engessada encabeçada pela UJR (União da Juventude Rebelião), foi vencedora do pleito a chapa de oposição. Mais uma vez, foi mostrado que a necessidade da luta não se faz em contraposição ao diálogo. A chapa vencedora ao pleito, Mais Vale O Que Será, vai para sua primeira gestão no Diretório Central dos Estudantes.

O DCE não funcionava como deveria funcionar, como um elemento que unifique, organize e impulsione as lutas do ME, articulado com as lutas dos trabalhadores, questionando o modelo de poder e de universidade como consequência, propondo o poder popular que faz emanar a universidade popular. O DCE funcionava de forma engessada e distante das demandas mais simples e corporativas do ME, e não tem dinamismo para sair desse pedestal nada honroso. Com esse sentimento de não representação e a força pela mudança, foi formada a chapa de oposição Mais Vale O Que Será.

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Os cães ladram, mas a caravana não para!"

Em nota, a União da Juventude Comunista (UJC) de Pernambuco vem a público mais uma vez se posicionar sobre os últimos acontecimentos sobre o aumento das passagens do transporte público da Grande Recife. Dessa vez, o objetivo é evidenciar a diferença, nem tão perceptível, entre Miguel Arraes e Eduardo Campos (avô e neto).

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dia 20/01/12: O Recife viveu momentos que lembraram a ditadura

Extraído da FolhaPe.
Hoje Recife viu cenas lamentáveis de repressão policial de forma abusiva, truculenta e totalmente descabível para a situação. Afinal, os protestantes seguiam tranquilamente em sua manifestação política, que aliás, é válido relembrar, assegurado constitucionalmente. Quando a passeata chegou na Avenida Martins de Barros, a Tropa de Choque fez uma "manobra" para atrair os manifestantes para a "tocaia" deles. Estava armado o cenário para a primeira atitude de repressão. Com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha as pessoas foram forçadas a correr para se proteger. Acabado a munição todos/as voltam e se reorganizam, mas não durou muito tempo a repressão ao movimento continuou. 
O grupo conseguiu se reunir no inicio da tarde dentro da Faculdade de Direito do Recife (FDR), decidiu voltar as ruas para protestar, quando fechou o trânsito da R. Princesa Isabel. Novamente a Tropa de Choque veio reprimir, com spray de pimenta, bala de borracha e gás lacrimogêneo. Inclusive, desrespeitando o espaço da UFPE jogando bombas em direção á universidade, cenas que aconteceram no período da ditadura militar.
Segue no final dessa postagem uma coletânea de matérias a respeito do movimento, obviamente que em alguns casos a distorção dos fatos é mais evidente que outros. Nem para dizer que na repressão ocorrida na FDR um carro da imprensa foi atingido pela bala de borracha, alguns jornalistas não respeitam nem a si mesmo, quanto mais os estudantes, trabalhadores, desempregados, os usuários do serviço público de transporte. Na Imprensa televisiva a Globo superou todas as outras, editando a imagem de tal forma que parece que os estudantes começaram agredindo a polícia com pedras, quando na verdade foi o contrário, após a repressão que alguns (não todos) jogaram pedras de forma a revidar a truculência policial. Mas a Globo só é o que é hoje graças à ditadura militar, portanto, trata-se de uma dívida histórica aos militares. Mas a filmagem dos manifestantes mostram o momento exato de quem agrediu quem:

A charge de Latuff ilustra bem a quem serve essa mídia corporativa.